Causada pela bactéria Rickttesia rickettisi, a Febre Maculosa Brasileira é transmitida pela picada de carrapatos. É uma doença grave, de evolução aguda e de alta letalidade. O indivíduo infectado pode apresentar febre alta, dor de cabeça, dor muscular intensa, náuseas, dores de garganta e abdominal e mal Estar.
Em 2010 foram notificados no estado 15 casos de febre maculosa, sendo que 6 evoluíram para óbito, já em 2011 foram notificados, até o momento, 8 casos, destes 3 foram a óbito.
Em 2011, foram confirmados 3 casos de febre maculosa, sem óbito, na Regional de Divinópolis. O último caso ocorreu em Divinópolis e trata-se de um homem de 31 anos, que teve os primeiros sintomas em 20 de setembro deste ano, o homem já se recuperou e passa bem.
A transmissão de casos em humanos ocorre com maior freqüência entre o meses de maio e outubro. Neste período há uma grande presença do carrapado Amblyomma Cajennese, principal vetor da doença, na sua forma jovem (larvas e ninfas). Estas larvas e ninfas geralmente não são percebidas pelas pessoas. Assim, elas conseguem ficar fixadas por mais tempo à pele da pessoa, consequentemente aumentando o risco de transmissão da doença.
Prevenção
Como métodos preventivos são necessários conhecer o ciclo sazonal do carrapato, adotar barreiras físicas quando se expor às áreas com circulação do carrapato, através do uso de roupas claras e de mangas compridas, examinar o corpo a cada três horas para verificar a presença de carrapatos, retirar o carrapato com auxílio de uma pinça e evitar esmagar com a unha para não entrar em contato com a bactéria, caso este esteja infectado e fazer a limpeza e capina de lotes para evitar a proliferação do vetor.
A Coordenadora de Epidemiologia da Superintendência Regional de Saúde de Divinópolis, Deborah Yunes, destaque que a Regional “ atua de forma complementar e ou suplementar” às ações do município quando se “constata a insuficiência das ações educativas e preventivas”. O município de Divinópolis realizou todas as ações necessárias até o momento para o controle da doença.
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Autor: Jornalismo SES