Nos dias 22 e 23 de maio, foi oferecida, nos municípios de Perdões e Campanha, a “Oficina de Vigilância de Epizootias em Primatas”, tema que está incluído na Vigilância Epidemiológica em Febre Amarela. Dividida por microrregiões – no primeiro dia, micros Lavras e Três Pontas, e no segundo dia, micros Varginha, Três Corações e São Lourenço -, a Oficina contou com a presença da Referência Técnica em Raiva e Febre Amarela, Ludmila Ferraz Santana, que atua na Diretoria de Vigilância Ambiental da SES/MG.
Foram convidados coordenadores de vigilância Epidemiológica e Ambiental dos municípios, com o objetivo de desenvolver a habilidade dos mesmos na importância da vigilância da Febre Amarela e detecção oportuna de casos no Estado. Temas como os quatro eixos da Febre Amarela, Vigilância de epizootias envolvendo primatas – histórico, objetivos, conceitos, etiologia, legislação e investigação -, epidemiologia da Febre Amarela – situação no Estado e no país -, foram bastante aprofundados pela técnica e discutido pelos presentes, em sua maioria, veterinários.
Segundo Ludmila, “a Febre Amarela acomete aproximadamente 200 mil pessoas no mundo, por ano, sendo que o ciclo acontece entre mosquitos e macacos, sendo o ser humano infectado pelo vetor”.
Após a apresentação teórica, foi apresentada e detalhada com os técnicos a Ficha de Notificação/Investigação a ser preenchida quando da ocorrência de eventos relacionados ao tema. Grupos de técnicos foram separados e casos de epizootias foram distribuídos, sendo apresentados, ao final da Oficina, por cada um deles, explanando as atitudes a serem tomadas e soluções para cada situação.
Autor: Tânia Corrêa / SRS Varginha