Minas Gerais atinge meta antes do previsto

 Solidariedade é determinante para cadastro de doadores de medula óssea

Minas Gerais atingiu a meta de cadastros de candidatos à doação de medula óssea dois meses antes do previsto. As metas são estabelecidas de acordo com a Portaria 844 de 2012, do Ministério da Saúde, que faz os cálculos para cada estado de acordo com a necessidade de recomposição do Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea), que, segundo Fernando Basques, diretor Técnico-Científico da Fundação Hemominas, é um dos maiores do mundo e depende dessas metas para recomposição da oferta de medula óssea para transplantes, uma vez que o candidato permanece cadastrado até completar 55 anos. Após completar essa idade, o candidato é automaticamente desvinculado do Redome.

Ainda segundo Basques, esse feito extraordinário de coletar 30.800  unidades de amostras deve-se muito ao envolvimento da população que se mobilizou durante todo o ano para realizar campanhas de cadastro de doadores. “A solidariedade à necessidade dos pacientes fez com que atingíssemos a meta com muita antecedência este ano. Somente poderemos retomar as coletas de amostra sanguínea para realizar o HLA, o teste que determina o perfil genético dos possíveis doadores de medula, a partir de janeiro de 2015”, enfatiza Basques.

Segundo Heloísa Gontijo, gerente de Captação e Cadastro de Doadores da Fundação Hemominas, existem outras iniciativas do Ministério da Saúde em curso para melhoria do processo de transplantes de medula óssea. “Com essa iniciativa de determinação de metas por estado, o Ministério da Saúde passou, além de incentivar o cadastramento de candidatos nos estados que não têm uma representação significativa no Registro Nacional, a investir na criação de novos leitos hospitalares para a realização do transplante, visto que as duas coisas têm que caminhar juntas”, salienta Heloisa Gontijo.

O Redome foi criado em 2000 e, em duas oportunidades, a Fundação Hemominas foi reconhecida pelo Ministério da Saúde e Coordenação Nacional do Sangue como a instituição pública que mais contribuiu para o cadastro nacional de doadores. Em 2008 e 2013 a Fundação Hemominas, pela solidariedade da população mineira, chegou a ser responsável por cerca de um terço do cadastro nacional.

“Essa preocupação nacional quanto à diversidade de perfis genéticos no Redome e à recomposição do quadro de cadastrados tem fundamentos técnicos. Mas precisamos alertar a todos que já participaram de campanhas e do cadastro regular nas unidades da Hemominas em todo o estado, que é necessário entrar no portal do INCA – Instituto Nacional do Câncer, responsável pela gestão do Redome, e atualizar seus dados como telefones, endereços, o que é fundamental para aumentar a chance de cruzamento de dados entre doadores e pacientes e possibilitar os procedimentos para o transplante quando compatíveis”, conclui Fernando Basques. 

Mais informações:

Assessoria de Comunicação Social (31) 3768-7440 / 7455

Autor: Assessoria Hemominas

Rolar para cima