Tendo como prioridade estruturar a linha do cuidado às doenças cardiovasculares, a macrorregião de saúde Norte sediou na quinta-feira, 11 de maio, a quarta etapa de oficinas de elaboração do Planejamento Regional Integrado (PRI), conduzido pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). O evento foi realizado no auditório do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Área Mineira da Sudene (Cimams), em Montes Claros, com a participação de técnicos e dirigentes da Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros, das Gerências Regionais de Saúde (GRS) de Januária e Pirapora; do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) e do Conselho de Secretarias de Saúde de Minas Gerais (Cosems).
“Em nível nacional, pelo fato de já ter estruturado a regionalização dos serviços de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), Minas Gerais está, juntamente com o Acre e Espírito Santo, em estágio mais avançado de elaboração do PRI. A regionalização é princípio doutrinário do SUS, visando garantir a equidade e a integralidade na atenção à saúde”, ressaltou Sérgio Vinícius Cardoso de Miranda, articulador do HAOC, na abertura da oficina.
Ricardo Assis Alves Dutra, diretor de regionalização e estudos assistenciais da SES-MG, observou que Minas Gerais está na quarta etapa de elaboração do primeiro PRI do Estado, “o que constitui importante instrumento para a definição das políticas públicas de saúde, visando otimizar e direcionar os recursos para o atendimento das necessidades da população”, disse.
A diretora da GRS de Pirapora, Taiana Diniz salientou que “discutir e elaborar um plano regional de estruturação das redes de saúde sempre foi um sonho dos profissionais da área, o que está se tornando realidade com a elaboração do PRI. A iniciativa fortalece as regiões de saúde e viabiliza o encaminhamento de soluções para os problemas ainda existentes”, pontuou a diretora.
Na mesma linha de raciocínio, a superintendente regional de saúde de Montes Claros, Dhyeime Thauanne Pereira Marques, observou que “a união de esforços dos gestores municipais de saúde, da SES-MG, do Cosems, e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, possibilita ao Norte de Minas ampliar e fortalecer as discussões sobre a realidade e as necessidades da região no que se refere à revisão e estruturação das redes de atenção à saúde”.
O secretário de saúde de Coração de Jesus e representante do Cosems na oficina, Guilherme Leal Andrade, lembrou que “a elaboração do Planejamento Regional Integrado em Saúde viabiliza que todos os gestores participem das discussões e coloquem em debate as necessidades de cada região, possibilitando com isso o alcance de resultados mais consistentes em benefício da população”.
Assim como nas demais 13 macrorregiões de Saúde do Estado, no Norte de Minas a elaboração do PRI está no final da quarta etapa. Nesta fase, conforme definido nas etapas anteriores, os gestores de saúde estão revendo a estruturação da linha do cuidado em doenças cardiovasculares, por meio da análise e organização dos pontos de atenção da Rede de Atenção à Saúde.
“Nesta oportunidade, os gestores da região avaliam se os serviços atualmente existentes para atendimento das demandas cardiovasculares da população são suficientes em termos quantitativos e qualitativos. Na quinta etapa de elaboração do PRI, que será iniciada em junho, o grupo de trabalho macrorregional apresentará as propostas de ações que cada segmento do setor de saúde assumirá para fortalecer a estrutura da rede de assistência cardiovascular da região, com base nas deficiências e potencialidades identificadas”, explicou o diretor de regionalização da SES-MG.
Ricardo Assis lembrou ainda que cada região do Estado tem demandas diferenciadas na área da saúde. Com a elaboração do PRI, a SES-MG já identificou que as principais necessidades de estruturação de redes de atenção à saúde estão nas áreas de oncologia, cardiologia e materno-infantil.
Planejamento
O PRI faz parte do processo de planejamento do SUS, e a concepção em âmbito regional resultará na elaboração do Plano Estadual de Saúde. A iniciativa visa promover a equidade regional, além de contribuir para a concretização do planejamento ascendente do SUS, na medida em que as prioridades são definidas a partir das necessidades e realidades de cada região de saúde.
A regionalização funciona como eixo estruturante, que organiza a descentralização das ações e serviços de saúde e se materializa com a organização das redes de atenção, possibilitando com isso a racionalização dos gastos e a otimização de recursos.
Autor: Pedro Ricardo