Minas Gerais aplicou quase 47 milhões de doses de vacina contra a covid-19, segundo dados do vacinômetro da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais coletados em 23 de março de 2022. Grupo prioritário, a população com idade maior que 60 anos corresponde a 16,2% dos casos da doença e a 71% dos óbitos, segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Contudo, de acordo com dados do OpenDatasus, atualizados ao final de fevereiro, estima-se que, apenas nos 39 municípios que compõem a Unidade Regional de Saúde de Belo Horizonte (URS-BH), aproximadamente 93 mil pessoas na faixa etária de 60 anos ou mais não tomaram a dose de reforço.
Nos municípios da URS-BH, a população estimada de idosos é de 727.026 pessoas. Desse total foram aplicadas 633.292 doses de reforço na população maior de 60 anos. Esse número corresponde a 87,10% do número de habitantes nessa faixa etária. Embora a cobertura vacinal esteja próxima dos 90%, o quantitativo de idosos que não buscaram a dose de reforço equivale a quase dois estádios do Mineirão cheios. Considerando-se a taxa de mortalidade nessa faixa etária, a superintendente Regional de Saúde de Belo Horizonte, Débora Tavares, ressalta a importância da busca pela dose de reforço. “A dose de reforço está disponível para maiores de 18 anos, portanto, abrange a população idosa. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde mostrou que entre as 2.892 mortes pela doença ou por síndrome respiratória aguda grave, ocorridas entre janeiro até 4 de março deste ano, 219, cerca de 7%, foram registradas em quem recebeu três aplicações de imunizantes contra o coronavírus. A proteção é eficaz”.
Segundo dados da Sala de Situação da SES-MG, nos municípios da URS-BH, a população estimada de idosos é de 727.026 pessoas. Desse total foram aplicadas 633.292 doses de reforço na população maior de 60 anos. Esse número corresponde a 87,10% do número de habitantes nessa faixa etária. Embora a cobertura vacinal esteja próxima dos 90%, o quantitativo de idosos que não tomaram a dose de reforço equivale a quase ao dobro do público do último clássico Atlético Mineiro versus Cruzeiro. Considerando-se a taxa de mortalidade nessa faixa etária, Débora ressalta a importância da busca pela vacinação.”É importante que a população tome todas as doses recomendadas de acordo com sua faixa etária. A dose de reforço está disponível para maiores de 18 anos. É importante que a população busque a Unidade Básica de Saúde mais próxima para vacinar”, diz a superintendente.
O jornalista Celso Martins Santos enfatiza a sensação de proteção em ter amigos e parentes vacinados com a dose de reforço. “Os meus pais Francisco de Assis Santos, 91 anos, e Efigênia Luzia Martins Santos, 85, foram vacinados em casa, em Bela Vista de Minas. Os dois fizeram questão de vacinar. Ficamos mais tranquilos com a vacinação. Sentimos que todos estamos mais protegidos. O trabalho da equipe de saúde é formidável. O carinho com eles é notável”.
Efetividade da dose de reforço
Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) mostrou que 93% da população que recebeu a dose de reforço não evoluiu para óbito. Entre as 2.892 mortes pela doença ou por síndrome respiratória aguda grave ocorridas entre janeiro até 4 de março deste ano, 219, cerca de 7%, foram registradas em quem recebeu três aplicações de imunizantes contra o coronavírus. Deve-se considerar, nesse público, fatores como comorbidades, entre outros.
Autor: Leandro Heringer