Após a habilitação do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus de Juiz de Fora para a realização de procedimentos de Alta e Média Complexidade em Traumato-Ortopedia e de outras habilitações recentemente publicadas, o Comitê Intergestores da Região Ampliada (CIRA), composto pelo Superintendente da Regional de Saúde de Juiz de Fora, Oleg Abramov, pelos Gerentes Regionais de Saúde e Secretários Municipais dos 94 municípios da região, pactuou a reorganização dos fluxos da Rede de Urgência e Emergência para atendimentos nas três linhas de cuidado prioritários (Infarto Agudo do Miorcárdio (IAM), AVC e Traumato- Ortopedia). O objetivo é melhorar a qualidade e tornar o atendimento ao cidadão mais resolutivo.
De acordo com o Superintendente da Regional de Saúde de Juiz de Fora e Coordenador da CIRA, Oleg Abramov, “há mais de um ano se trabalhava na reorganização da rede buscando superar problemas e lacunas herdadas da época de sua instalação, de modo especial, nas áreas relacionadas ao AVC e a Traumato- Ortopedia. A falta de financiamento Federal resultou no fechamento da Porta de Atendimento do Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus, em março de 2015”.
Foram meses de trabalho com o envolvimento da Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (COSEMS/MG), Prefeitura de Juiz de Fora, Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Sudeste (CISDESTE), SAMU, Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e os hospitais prestadores dos serviços de Alta e Média Complexidade, que resultaram em tal na pactuação.
Sobre o processo, o Coordenador da Regulação da Regional de Saúde de Juiz de Fora, Victor Pereira, explica que de acordo com o diagnóstico prévio, o SAMU conduzirá os pacientes aos estabelecimentos de referência, em conformidade com suas especialidades, realizado diagnóstico e verificado a gravidade do caso, sendo necessário, o SAMU também poderá ser acionado para promover a remoção deste paciente para outro estabelecimento.
De acordo com Oleg Abramov, “daqui para frente, o fluxo adotado será avaliado e, sendo necessário, ajustes serão realizados. O dinamismo da Rede de Urgência e Emergência faz com que o monitoramento seja realizado semanalmente e de maneira compartilhada entre a Gestão Pública, o Controle Social, os Hospitais, o Consórcio e o Ministério Público. O resultado esperado é a melhoria na qualidade dos serviços disponibilizados à população da região”.
Vale salientar que os compromissos foram firmados consensualmente entre todos os envolvidos, tendo como base o Plano de Ação Regional (PAR), da Rede de Urgência e Emergência, os contratos com os Hospitais prestadores de serviços para a Rede, a legislação vigente e o conjunto de recursos assistenciais já disponíveis no território.
Autor: Adriana Mendes