Nesta terça-feira, 1º de dezembro, é celebrado o Dia Mundial de Luta contra a Aids. A data é lembrada em diversos países e tem o objetivo de sensibilizar a população para a importância do diagnóstico e prevenção da doença. Apesar dos avanços em relação ao tratamento e qualidade de vida dos portadores do vírus HIV e Aids, um dos maiores problemas permanece sendo o não uso do preservativo nas relações sexuais.
De acordo com a coordenadora do programa de DSTs/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Jordana Costa Lima, ainda que a doença tenha tratamento, o uso da camisinha é fundamental. “Um dos maiores desafios no enfrentamento da Aids permanece sendo o uso do preservativo. Ainda existe uma parcela da população que se expõe ao risco de contaminação e não se importa com isso”, afirma.
Em 2015, de janeiro a novembro, 2.421 pessoas foram diagnosticadas com HIV e/ou Aids em Minas Gerais. Já em 2014, foram diagnosticados 3.316 novos casos. A faixa etária com maior número de diagnósticos é a de 20 a 34 anos de idade, com 1.162 novos casos em 2015 e 1.483 novos casos em 2014. Mesmo que a doença tenha tratamento, ainda não existe cura para a Aids. Para a prevenção, a camisinha é o método mais eficaz, protegendo também contra outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).
Atualmente, não há mais distinção entre pessoas que fazem parte de um grupo de risco para contaminação pelo HIV e outro grupo que tem menos chances de ser contaminado. O que existe é a classificação de um comportamento de risco, praticado por qualquer pessoa que tenha relação sexual sem o uso de preservativos, compartilhe seringas e agulhas, ou reutilize objetos perfurantes ou cortantes com a presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV.
Diagnóstico precoce
Outro importante desafio no enfrentamento da doença é o diagnóstico precoce. Como o vírus HIV tem uma fase de encubação, em que o paciente não tem sintomas, o portador pode permanecer anos sem diagnóstico. “Quanto mais rápido a presença do vírus for detectada, melhor. A partir do diagnóstico do vírus é possível iniciar o tratamento, melhorando a qualidade de vida do portador”, explica Jordana.
O diagnóstico de infecção por HIV pode ser feito nas Unidades Básicas de Saúde, por meio de um exame de sangue convencional. Também é possível detectar o vírus através dos testes rápidos disponíveis nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), presentes em 62 municípios de Minas Gerais. Os testes são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e podem ser feitos de forma anônima. Acesse a lista com a relação dos centros de aconselhamento e testagem (CTA) de Belo Horizonte e Região Metropolitana e Interior de Minas Gerais.
Em caso de diagnóstico positivo para infecção pelo vírus HIV o paciente é encaminhado para o tratamento, que inclui consultas periódicas com profissionais de saúde. O paciente só começa a tomar os medicamentos antirretrovirais se os exames clínicos e de laboratório indicarem a necessidade. O tratamento, disponibilizada pelo SUS gratuitamente, diminui a multiplicação do vírus HIV no organismo, melhorando a qualidade de vida e saúde do portador.
Campanha alerta para a importância do uso do preservativo
Com o objetivo de sensibilizar a população para a importância da prevenção e diagnóstico do HIV e Aids, a SES-MG lança a campanha “Aids: não dá pra adivinhar quem tem. A melhor atitude é usar camisinha sempre”. A campanha será trabalhada neste ano e no próximo, com ações de mobilização, distribuição de material informativo e insumos de prevenção, além da divulgação da testagem rápida nos serviços de saúde. A campanha também será feita nas redes sociais da SES-MG, incluindo a criação do site oficial da campanha com informações sobre HIV e Aids.

Ação de mobilização
Nesta terça-feira (01/12), é realizada na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, ação de mobilização para o Dia Mundial de Luta contra a Aids. Estão sendo distribuídos lacinhos vermelhos, símbolo do enfrentamento da doença, e preservativos. O objetivo é sensibilizar os servidores para a data e reforçar a tolerância e quebra de preconceito em relação aos portadores do HIV e Aids.
Boletim Epidemiológico Mineiro – HIV/AIDS Panorama do ano de 2014
Autor: Jéssica Gomes