GRS Januária realiza curso de capacitação para agentes de endemias

Foto: Giuliana Dias

A Gerência Regional de Saúde (GRS) de Januária, por meio do Núcleo de Epidemiologia, realizou nos dias 27 e 28 de outubro, um curso de capacitação presencial com os agentes de endemias dos 25 Municípios que compõem a sua área de abrangência. 

O treinamento foi uma parceria com o Instituto René Rachou (Fiocruz Minas), por meio do Grupo de Pesquisa Triatomíneos, e contou com a presença da coordenadora Raquel Aparecida Ferreira e apoio técnico de Valeria Carla Faria Amaral, que ministraram o curso.

A capacitação teve dois momentos: uma primeira etapa teórica, que ocorreu de forma online, nos dias 6 e 7 de outubro e teve como público-alvo coordenadores de endemias, agentes de combate a endemias (ACE), além de colaboradores e voluntários dos postos de identificação de Triatomíneos (PITS). A segunda etapa foi a parte prática, ocorrida nos dias 27 e 28 de outubro, de forma presencial.

A coordenadora do projeto, Raquel Aparecida, explicou que essa capacitação é um treinamento para identificação de triatomíneos, que são os barbeiros, vetores do Trypanosoma cruzi, agente causador  da doença de Chagas, e é um produto relacionado ao projeto de pesquisa que está desenvolvendo no Norte de Minas. 

Esse projeto teve início em 2020, termina em dezembro de 2022. Ele faz parte do PP-SUS (Programa Pesquisa para o SUS), financiado pela FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais), em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). 

O projeto envolve 123 municípios mineiros, pertencentes à Gerencia Regional de Saúde de Pedra Azul, GRS Januária, Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros, além dos municípios da GRS Unaí e GRS Pirapora. 

“Esta foi a primeira capacitação presencial aqui em Januária. Na próxima semana a gente vai estar em Pedra Azul, depois Unaí. No final de novembro, em Pirapora, e no início de dezembro, em Montes Claros”, disse a coordenadora. “A ideia é que os profissionais dos municípios entendam pelo menos as noções básicas de como identificar um barbeiro. Estamos focando nas espécies encontradas na região”, ressaltou Raquel.

Segundo Valéria Carla Faria Amaral, que deu apoio técnico à capacitação, a ideia é capacitar os agentes para uma identificação precisa do inseto que transmite a doença de Chagas. “Por vezes o profissional está em campo e não consegue reconhecer se é o barbeiro transmissor, ou se é outro inseto. Essa diferenciação é muito importante”, frisou Valéria.

 

Doença de Chagas

Segundo os informações da Fiocruz, a doença de Chagas (ou tripanossomíase americana) é a infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi. Apresenta uma fase aguda (doença de Chagas aguda – DCA) que pode ser sintomática ou não, podendo evoluir para as formas crônicas, caso não seja tratada precocemente com medicamento específico. Superada a fase aguda, aproximadamente 60% dos infectados evoluem para uma forma indeterminada, sem nenhuma manifestação clínica da doença de Chagas e com exames complementares sem alterações. Os demais, desenvolvem formas clínicas crônicas, divididas em três tipos, de acordo com as complicações apresentadas: cardíaca, digestiva ou mista (com complicações cardíacas e digestivas).

Autor: Giuliana Dias

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