Macrorregião Nordeste participa do décimo webinário sobre avaliação da funcionalidade dos usuários do SUS após infecção pela covid-19

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O 10º webinário: Avaliação da funcionalidade dos usuários do SUS após infecção pela Covid-19 faz parte do projeto Cuida de Minas e foi promovido pela Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e a Escola de Saúde Pública do estado (ESP-MG), em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no dia 9 de julho.

Participaram, a referência técnica de atenção à saúde da pessoa com deficiência da SES-MG, Roberta Nunes Mourão, os médicos e membros do Núcleo de Geriatria e Gerontologia da UFMG, Edgar Nunes de Moraes e Fábio Junior Modesto e Silva e os fisioterapeutas, André Velano e Marco Túlio Guedes, representando a macrorregião de Saúde Nordeste.

Roberta iniciou apresentando a Nota Informativa que traz as recomendações sobre a organização das Redes de Atenção à Saúde para promover a reabilitação dos usuários, que após infecção pelo SARS-CoV-2 apresentaram sequelas funcionais necessitando da continuidade dos cuidados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) de Minas Gerais. Ela também falou do Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional (IVCF-20) que é o instrumento de coleta de informações recomendável para avaliar as funcionalidades do paciente antes e após a doença.

Nunes também ressaltou a importância de uma equipe multiprofissional para assistir o paciente pós covid-19, uma vez que o vírus pode comprometer vários órgãos e sistemas do corpo humano além de impactar em dimensões sociais e psíquicas do indivíduo. “Por meio do IVCF 20, o profissional consegue detectar as prioridades a serem tratadas no paciente pós covid-19 e ofertar um tratamento de reabilitação adequado num tempo oportuno”, afirma.

O fisioterapeuta do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), André Velano, compartilhou uma experiência exitosa da reabilitação pós covid-19 de um paciente de 74 anos de idade, assistido pelo SUS, em Teófilo Otoni, Minas Gerais.

Segundo Velano, a equipe utilizou o ICVF-20 como instrumento sinalizador das condições clínicas-funcionais desse idoso com o objetivo de conduzi-lo adequadamente dentro da rede e assisti-lo conforme as suas reais necessidades.

De acordo com os dados apresentados, antes da covid-19 o ICVF-20 dele era de 6 pontos, com baixa vulnerabilidade funcional. Após a infecção, subiu para 24 pontos, com alto risco clínico-funcional. Mas com o tratamento de reabilitação caiu para 12 pontos conforme o último registro. “Esse paciente tem tido resolutividade na Atenção Primária, não tendo necessidade de ir para um serviço especializado”, pontuou André.

“O ICVF-20 é aplicável em qualquer pessoa portadora de alguma incapacidade e propõe um olhar para as pessoas e não para a doença em si, permitindo conhecer o indivíduo em sua plenitude, proporcionando-lhe um tratamento adequado”, declara o médico e coordenador do Núcleo de Geriatria e Gerontologia da UFMG, Edgar Nunes de Moraes, na ocasião.

 

Autor: Déborah Ramos Goecking

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