Em comemoração ao Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, os municípios de abrangência da Gerência Regional de Saúde de Pedra Azul realizaram, no dia 1º de dezembro, uma série de ações de mobilização social com o objetivo de discutir mais uma vez as questões relacionadas à AIDS, sob o ponto de vista da doença, do estigma e do preconceito.
Na região nordeste de Minas, um dos municípios que mais tem se destacado no trabalho de combate à AIDS é Pedra Azul, que desde 2008, com a criação do programa Prazer e Paz, vem estabelecendo diversas parcerias para fortalecer a luta contra a doença. Só este ano, o grupo responsável pelo programa já organizou um simpósio microrregional intersetorial de redução de danos de DST, álcool e outras drogas e uma mostra teatral microrregional deverá acontecer no dia 20 de dezembro no parque de exposições da cidade.
O coordenador de Vigilância em Saúde de Pedra Azul e responsável técnico pelo programa Prazer e Paz, Glaubert Souza, destacou que apesar dos avanços conseguidos até o momento, é necessário que seja instalada na região uma unidade especializada para dar uma atenção integral aos usuários. “Temos como prioridade a implementação do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) / Serviço de Atendimento Especializado (SAE) no município, objetivos substanciais para evoluirmos no acolhimento, humanização, integralidade e resolutividade aos nossos usuários”, defendeu. Atualmente, os usuários são encaminhados para atendimentos especializados em outras regiões, o que dificulta a integralidade da assistência.
Ações da Luta Contra a AIDS
Em Pedra Azul, a mobilização do dia mundial de luta contra a AIDS aconteceu no centro da cidade e próximo do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), onde foram realizadas blitz educativas. Já nas Unidades Básicas de Saúde, a população teve acesso às informações sobre a doença antes de receber o atendimento.
Em Divisópolis, o público alvo do evento foram os alunos do ensino médio da Escola Estadual Alberto Vicente Pereira, que se reuniram no Centro Público de Promoção do Trabalho e assistiram palestras, receberam folders explicativos e preservativos.
Já em Jequitinhonha foram realizadas palestras junto aos grupos operativos e aos usuários em sala de espera, onde foram mostradas as formas de prevenção, incidências epidemiológicas, mudanças nos grupos de risco e feita a distribuição de preservativos. Duas ações adotadas pelo município para chamar a atenção da população foi a de colocar laços vermelhos em todas as unidades de saúde, simbolizando a luta contra a AIDS, e de colocar faixas em pontos estratégicos da cidade.
Construída ao lado da BR 116, o município de Divisa Alegre convive com o problema da prostituição nas estradas. Por isso, uma das estratégias adotadas pela secretaria municipal de saúde foi a de realizar uma campanha direcionada para os caminhoneiros, com distribuição de preservativos e materiais informativos. Outra ação desenvolvida e direcionada para a população em geral foi a de realizar aferição de pressão arterial e glicemia, e ainda uma triagem nutricional com avaliação e orientação de um nutricionista.
A coordenadora da Atenção Primária de Divisa Alegre, Lorrane Brasileiro, estimou que pelo menos 350 pessoas entre 15 e 65 anos foram abordadas e que pelo menos 1.000 preservativos tenham sido distribuídos. “As atividades ainda não acabaram, pois durante todo o mês de dezembro, uma vez por semana, haverá oficinas e palestras para a população e para os adolescentes das escolas do município, alertando sobre os riscos que o sexo sem camisinha pode causar”, informou.
A autoridade sanitária e referência técnica de DST/AIDS da GRS Pedra Azul, Zeilzia Silva, parabenizou os municípios pela realização dos eventos e disse que as ações de promoção e prevenção são importantes e contribuem para que as pessoas possam ter uma mudança de comportamento. “Pensando na situação da interiorização da AIDS, temos observado que há um aumento da incidência na nossa região. O preconceito ainda é muito arraigado, mesmo com as constantes campanhas que têm sido realizadas. Acredito que essa luta contra a Aids e o preconceito tem que ser constantes e, por isso, temos que incorporar essas ações de promoção e prevenção no nosso cotidiano de trabalho, envolvendo toda a população”, finalizou.
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Autor: Allan Campos