A visão é responsável por 80% dos conhecimentos adquiridos, portanto, diretamente ligada ao desenvolvimento escolar, social e profissional.
Com o objetivo de capacitar profissionais das Regionais de Saúde de Juiz de Fora, Ubá, Barbacena, Uberlândia, Ituiutaba, Leopoldina, São João Del Rei, Manhumirim e Ponte Nova para o atendimento aos pacientes com patologias oculares, em especial o Tracoma, foi realizado, ao longo desta semana (28/11 à 02/12), na Superintendência de Juiz de Fora, o “Treinamento em Ações Básicas de Saúde Ocular e Vigilância Epidemiológica Ocular”. O curso foi ministrado por técnicos da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e do Ministério da Saúde (MS) e apresentou momentos teóricos e práticos.Segundo a coordenadora de Oftalmologia Social da SES-MG, Karen Brock Ramalho, a meta é capacitar técnicos de todas as Regionais do Estado, para que eles possam, posteriormente, capacitar os técnicos dos municípios mineiros. “Uma das coisas mais importantes é que neste treinamento reunimos profissionais da Atenção Primária, Secundária e Terciária à Saúde, o que fortalece ainda mais a Rede de Oftalmologia em Minas”. O superintendente da Regional de Juiz de Fora, Cláudio Reis, salientou que “capacitações como esta, além de serem importantes, são necessárias para o alinhamento da Rede de Oftalmologia e fundamentais para a melhoria da assistência aos pacientes”.
Tracoma
Ao longo da semana diversas patologias oculares foram apresentadas e discutidas como: a incapacidade ocular por hanseníase, catarata congênita, glaucoma congênito, conjutivite, entre outras, mas uma das mais ressaltadas foi o Tracoma, visando fortalecer o Inquérito Nacional do Tracoma. O tracoma é uma conjuntivite causada pela bactéria Clamidia Tracomatis que afeta principalmente crianças em idade escolar e está diretamente relacionado aos hábitos de higiene. O Inquérito Nacional do Tracoma, que será realizado pelo Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde, tem como objetivo identificar as regiões com presença do tracoma e com isso estabelecer medidas preventivas nos estágios precoces da doença.A pesquisa é feita entre escolares do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, das escolas de rede pública, na faixa etária dos 7 aos 14 anos. “Estamos aqui capacitando os profissionais com o objetivo que eles se tornem referências em suas regionais, dando assim continuidade ao plano de eliminação do Tracoma como causa de cegueira”, destacou a sanitarista e referência do Tracoma do MS, Maria Aparecida Tolentino. Para Maria Lígia Vale Campos, coordenadora no Núcleo de Atenção à Saúde da SRS-JF, “além de multiplicar os ensinamentos obtidos no treinamento, as referências das Regionais terão o papel fundamental de sensibilizar os gestores quanto a importância da triagem do Tracoma, garantindo assim a detecção precoce e um tratamento que obtenha o resultado esperado”, reforçou.
Prática
Para colocar em prática o que aprenderam durante o treinamento, os 30 profissionais que participaram da capacitação, realizaram uma busca ativa nos alunos da Escola Municipal Cecília Meireles para diagnosticar o Tracoma. Segundo a diretora da instituição, Sueli Pacheco, “esta é uma oportunidade única para muitos alunos de diagnosticar precocemente a doença, receber a orientação necessária e tratar antes que o problema se agrave”. Marcelle de Jesus Vianelle, 10 anos, foi uma das crianças que passou pela triagem. “O exame não dói, só incomoda um pouquinho. Nunca tinha feito, mas agora vou poder saber se tem alguma coisa nos meus olhos e se precisar é só tomar o remédio para melhorar”, contou.De acordo com Izabella de Oliveira Pinheiro, técnica da SRS-JF que participou do treinamento, o que pode garantir é que o curso foi excelente. “Os professores são altamente capacitados, tanto em nível técnico, quanto humano. Eles sabem como transmitir a motivação pelo trabalho. No que diz respeito a parte prática o que mais me impressionou é que acreditava que seria muito difícil realizar o exame de Tracoma, que as crianças não iriam aceitar, mas com a técnica de abordagem que aprendemos ficou bem tranquilo. E para finalizar gostaria de ressaltar a união da turma, fruto também da forma como o treinamento foi conduzido”, enfatizou.
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Autor: Marcella Marques