Regional de Saúde de Coronel Fabriciano discute o Plano Minas Consciente na 8ª reunião do Comitê Covid-19 Macro Vale do Aço

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A Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, juntamente com os demais membros do Comitê Covid-19 Macro Vale do Aço, realizou nesta quinta-feira (14/05) e sexta-feira (15/05), a 8ª Reunião Ordinária do Comitê Covid-19 onde foram discutidos os cenários epidemiológicos e assistenciais da macrorregião, bem como o alinhamento com gestores municipais de saúde sobre o programa “Minas Consciente”. A reunião foi direcionada aos gestores municipais de saúde, representante do COSEMS Regional, Representante da Agência Metropolitana do Vale do Aço, Corpo de Bombeiro, Politica Militar, Ministério Público e Referências Técnicas da Regional de Saúde.

De acordo com Ernany de Oliveira Duque Júnior, Superintendente Regional de Saúde e Coordenador do Comitê, o objetivo foi apresentar o cenário da saúde macrorregional e o plano “Minas Consciente”, que orienta a retomada segura das atividades econômicas nos municípios do estado. Ernany explicou as retomadas das atividades comerciais, além das essenciais já em funcionamento. “Pelo Plano a retomada do comércio, serviços e outros setores será gradual. É necessário que voltemos à normalidade, mas com critérios e protocolos sanitários, que garantam a nossa segurança e que não haja elevação na curva de transmissão da Covid-19. Mas ressaltamos que a decisão de implementar, ou não, o Plano “Minas Consciente”, caberá ao prefeito ou prefeita de cada município”, afirmou.

O Minas Consciente, segundo Ernany, setoriza as atividades econômicas em quatro “ondas” (onda verde – serviços essenciais; onda branca – baixo risco; onda amarela – médio risco; onda vermelha – alto risco), a serem liberadas para funcionamento de forma progressiva, de acordo com indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença. “Estas ondas foram criadas a partir de uma matriz de risco, que leva em conta aspectos econômicos, mas principalmente aspectos relacionados ao impacto das atividades na rede assistencial de saúde”, finalizou Ernany.

Os 35 municípios localizados na macrorregião de Saúde Vale do Aço, quando aderirem o Plano, deverão seguir os protocolos da onda verde, que propõe a retomada gradual, progressiva e regionalizada da economia. Nesta fase, é recomendado o funcionamento apenas de atividades essenciais, como farmácias, padarias, supermercados e bancos.

“A onda verde para a macrorregião do Vale do Aço significa que ainda não apresentam índices favoráveis para a retomada de novos setores econômicos, já que a relação entre o número de leitos e a incidência de novos casos, além do tempo médio para internação após solicitação, não permitem uma folga confiável caso o número de casos cresça em decorrência da reabertura de novos estabelecimentos”, disse Ernany.

Seguindo a pauta da reunião, também foram abordados o cenário epidemiológico macrorregional, apresentado pela a coordenadora do Núcleo de Vigilância em Saúde da Regional de Saúde, Michelline Paiva e o cenário assistencial, com os dados de leitos disponíveis e previstos exclusivamente para os casos de Covid-19, apresentado pela coordenadora do Núcleo de Regulação da Regional de Saúde, Rosemeiry Oliveira.

De acordo com a Secretária Executiva do Comitê Covid-19 Macro Vale do Aço, Maria Martha Ap. de Menezes, a 8ª Reunião Ordinária do Comitê foi dividida por microrregião de saúde, garantindo uma melhor participação, respeitando as particularidades das Micros de Caratinga, Coronel Fabriciano/Timóteo e Ipatinga.

Autor: Flávio Samuel

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