A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) realizou, nesta quarta e quinta-feira (8 e 9/2), o seminário “Estudos para Reparação em Saúde: o que Sabemos sobre as Consequências à Saúde dos Desastres em Brumadinho e Mariana”. Voltado para servidores e colaboradores da SES-MG dos níveis central e regional que atuam no processo de reparação nos municípios atingidos, o evento discutiu os estudos realizados nas bacias dos rios Doce e Paraopeba analisando os impactos à saúde em função dos rompimentos das barragens de Fundão e de Córrego do Feijão.
Segundo o coordenador de Ações Reparatórias da SES-MG, Luiz Fernando Prado de Miranda, foram mapeados mais de uma dezena de estudos realizados nos últimos anos com subsídios importantes para o desenvolvimento de ações em saúde nos territórios atingidos e o seminário objetiva compartilhar o material e alinhar o conhecimento das diversas áreas técnicas sobre o assunto. “Muita informação foi gerada neste período tanto em Mariana quanto em Brumadinho por instituições de referência, como Fiocruz e UFMG, além de estudos que foram diretamente acompanhados pela própria SES-MG, mas, por vezes, de forma setorizada. Como o processo de reparação se dá de forma integral, envolvendo todas as áreas de saúde, esse conhecimento precisa ser compartilhado para que possamos nos organizar também de forma integral a partir de seus resultados”, ressalta o gestor.
Entre os diversos estudos apresentados no seminário estão: “Análise dos Impactos nos Serviços de Saúde para a População dos Municípios Atingidos pelo Rompimento da Barragem I da Mina Córrego do Feijão em Brumadinho”; “Resultados do Monitoramento da Qualidade da Água para Consumo Humano na Bacia do Paraopeba”; e “Estudos de Avaliação de Risco à Saúde Humana em localidades atingidas pelos dois desastres minerários”.
“Nosso objetivo foi socializar e nivelar o conhecimento na Secretaria acerca dos estudos que temos nas duas regiões atingidas para pensar coletivamente como incorporar esses achados às políticas estaduais de saúde e também aos projetos específicos para reparação em saúde desenvolvidos e monitorados pela SES-MG”, explica o coordenador.
Segundo Miranda, são vários os desafios, como o de compilar estudos que têm abordagens, abrangências e finalidades diferentes, e que convergem em alguns sentidos e divergem em outros. “Nenhum estudo dá conta de abarcar a integralmente a complexidade e a dinâmica desses desastres, por isso precisamos constantemente agregar mais informações para gerar mais conhecimento e, inclusive, acompanhar essa dinâmica do desastre ao longo do tempo, pois os efeitos são muito diferentes quando falamos de um pós-desastre imediato e um pós desastre de cinco, dez anos depois do rompimento de uma barragem”, salienta. “Esse seminário foi uma oportunidade grande de alinhar o que está sendo feito e o que precisamos fazer no âmbito das competências da saúde estadual em resposta aos dois desastres”, conclui.
O evento foi realizado em formato híbrido na plenária da Cidade Administrativa, com a participação online das unidades regionais de saúde.
Autor: Jornalismo SES-MG