Profissionais registradores de 40 hospitais de alta complexidade de referência em câncer, e que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, estão reunidos nesta semana na V Reunião de Registros de Câncer de Minas Gerais. Promovido pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), por meio do Programa de Avaliação e Vigilância do Câncer e Seus Fatores de Risco (PAV), o encontro acontece no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte. A integração das instituições objetiva estimular a reciclagem de conhecimentos entre os profissionais registradores, e a discussão do papel dos registros de câncer para a gestão do SUS.
A partir dos registros de câncer compilados pelos hospitais referência ao longo de 2014, a equipe do PAV da SES-MG apresentou, nesta quinta-feira (26/11), o perfil da assistência a pacientes de câncer no estado, e os resultados obtidos pelas instituições desde o acolhimento, tratamento e acompanhamento de sobrevida desses pacientes. Experiências em pesquisa a partir da análise dos registros hospitalares de câncer também foram apresentadas. Um exemplo dessas foi o da médica Maria Aparecida Martins, coordenadora do Registro Hospitalar de Câncer do Hospital das Clínicas da UFMG. Por meio dos registros, sua pesquisa conseguiu avaliar e traçar um panorama do câncer pediátrico a partir do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento dos pacientes recebidos pelo Hospital das Clínicas.
A coordenadora do PAV, Berenice Antoniazzi frisou aos profissionais registradores participantes a importância da tarefa que cumprem na produção de informação de qualidade sobre o câncer em Minas. “A população tem aumentado, e com isso aumentam também os índices de câncer não só em Minas Gerais, como em todo país. Os dados epidemiológicos são de extrema importância, e devem ser utilizados nos caminhos que conduzem ao controle e a prevenção do câncer”, ressaltou Berenice.
Registros Hospitalares de Câncer
Os Registros Hospitalares de Câncer (RHC) são uma importante fonte de informação a respeito do diagnóstico, tratamento e da evolução dos pacientes atendidos em hospitais de alta complexidade, tornando-se essencial para análise de dados, publicações científicas e gestão em saúde. A partir da coleta de dados de todos os pacientes atendidos, os RHC têm sido descritos pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) como um espelho que reflete do corpo clínico daquele hospital em relação à assistência prestada aos pacientes, através da avaliação dos resultados de protocolos terapêuticos e análise de sobrevida dos pacientes.
Autor: Pollyana Teixeira